Há muito tempo eu não viajava de carro para o interior de São Paulo, onde mora grande parte da minha família. No caminho da cidade de Guaratinguetá-SP até Brasília-DF, passamos por três estados (além do DF) e muitas estradas, e impressiona a diferença entre a administração pública e privada, no que diz respeito à qualidade do serviço e/ou produto oferecido.
Partindo do interior de São Paulo, a viagem começa na Rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio de Janeiro à São Paulo. Logo depois, próximo da cidade de Jacareí, pegamos a rodovia D. Pedro I (foto acima) e, para sair dos limites paulistas, passamos por boa parte da rodovia Anhanguera. Todo este trecho está em perfeitas condições de pista, além do serviço telefônico de emergência a cada quilometro, que sempre torcemos pra nunca precisar.
Chega então a vez do estado de Minas Gerais. Já de cara quero reparar uma possível injustiça que eu esteja fazendo. Preciso admitir que o trecho do limite de Minas Gerais, até a cidade de Uberlândia, está todo duplicado e, por enquanto, em boas condições, mas depois disso, a situação da estrada ainda é de mão dupla, mas, pelo menos, com pouquíssimos (mesmo) trechos esburacados. As condições, se comparada aos padrões brasileiros em geral, são boas.
Ao deixar terra mineira para a goiana, começa o pesadelo. Não há como elogiar, em nenhum sentido, a situação das estradas do estado do Goiás. Eu já havia constatado isso em uma viagem à Bahia, e desta vez fiz questão de registrar esta situação pra escrever aqui no blog. A foto foi tirada no trecho entre as cidades de Catalão e Cristalina, e confesso que fiquei em dúvida de qual foto publicaria, de tantos registros realizados.
É uma pena ter que, como carona, parar de apreciar a paisagem que cerca a estrada, pra auxiliar o motorista a identificar os buracos e, se possível, encontrar o melhor caminho no queijo suiço que percorríamos. Nos faz querer voltar a pagar o preço dos pedágios, cobrados pelas empresas responsáveis pelas rodovias em São Paulo, pra ter mais segurança e menor risco de morte.
Além disso, impressiona também a irresponsabilidade dos motoristas, ultrapassando em trechos proibidos, colocando em risco não só a própria vida, mas a de diversas famílias inteiras que trafegam por ali. Uma vida inteira arriscada por algumas horas de viagem.
O resultado disso tudo saiu dias depois dos feriados: a quantidade de mortes nas estradas aumentou novamente, se comparado ao mesmo período do ano passado.
O pior é não ter opção, trem não existe, e a avição perdeu sua credibilidade.
Fiquei sabendo que existe um caminho de Uberlandia-MG para Caldas Novas-GO – Luziânia-GO – Brasilia-DF.
Falaram que a estrada estava boa.
Com esse caminho você evita o techo Uberlândia – Catalão.