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O buraco no sistema de cotas por raça

Essa notícia no G1 confirmou minha teoria de que o sistema de cotas por raça não tinha como funcionar. A idéia de fazer com que pessoas fiquem responsáveis por distinguir quem é ou não negro, através de uso de critério próprio só poderia acabar em problemas.

É fato que a Ação Afirmativa tem um ideal interessante na teoria, que é compensar as minorias, no caso os negros, por anos de exclusão social, facilitando seu acesso aos estudos e vagas em órgãos públicos. Na teoria isso é muito bonito, mas da forma como é aplicada na prática, a coisa toma rumos bem diferentes.

Quando começamos, aqui no Brasil, a implantar políticas de Ação Afirmativa, nos Estados Unidos ela estava sendo extinta depois de 20 anos de prática. O que vemos naquele país é uma guerra racial muito mais aberta do que temos aqui no Brasil, e isso prova como o sistema não serviu pra diminuir o preconceito.

O sistema de cotas deveria ser implantado por condição social, e não por raça, pois é um parâmetro mais fácil de mensurar e, no caso da UnB, já realizado para que os candidatos possam ser poupados da taxa de inscrição no vestibular, caso comprovem que não são capazes de pagar. Muitas outras universidades optaram por essa alternativa, e foram muito mais felizes na decisão.

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